Seminários - Colóquios - Conferências
Seminários, Colóquios e Conferências
A Divisão de Astrofísica do INPE organiza, semanalmente, seminários que são apresentados no auditório do IAI (INPE), nas terças-feiras às 15:00h. Acontecem também seminários especiais, que podem ter datas e horários distintos dos estabelecidos.
Relação de Seminários para o ano de 2005.
Informações: (12) 3208-7220

SEMINÁRIOS
FEVEREIRO
24/02 Drª. Vera E. Margoniner Dep. de Física da Universidade da Califórnia
 
MARÇO
15/03 Dr. José Carlos Neves de Araujo DAS/INPE
22/03 Ronaldo de Souza IAG/USP
29/03 João Braga DAS/INPE
 
ABRIL
05/04 César Augusto Costa DAS/INPE
12/04 Adriana Silva CRAAM/Mackenzie
19/04 Jorge Ernesto Horvath IAG/USP
26/04 Reinaldo Ramos de Carvalho DAS/INPE
 
MAIO
03/05 Dr. Odylio Denys de Aguiar DAS/INPE
10/05 Laerte Sodré Jr. IAG/USP
17/05 Prof. Roberto de Andrade Martins IFGW/UNICAMP
19/05 Dr. Carlos Alexandre Wuensche DAS/INPE
24/05 Vera Jatenco Pereira IAG/USP
31/05 Raul Abramo IF/USP
 
JUNHO
07/06 Ivan Soares Ferreira DAS/INPE
14/06 Zulema Abraham IAG/USP
21/06 Carlos Alberto Torres LNA/MCT
28/06 Prof. Amir Caldeira IF/UNICAMP
 
JULHO
05/07 Drª. Cláudia Vilega Rodrigues DAS/INPE
 
AGOSTO
08/08 Dr. David Warren Universidade da Tasmânia/Austrália
09/08 Bruno Castilho LNA/MCT
11/08 Dr. David Warren Universidade da Tasmânia/Austrália
30/08 Prof. Paulo Murilo Castro de Oliveira IF/UFF
 
SETEMBRO
06/09 Dr. José Williams dos S. Vilas Boas DAS/INPE
20/09 Marcos Perez Diaz IAG/USP
27/09 Prof. Tito Bonagamba IF/USP(São Carlos)
 
OUTUBRO
04/10 Drª. Sandra dos Anjos IAG/USP
11/10 Dr. João Batista Garcia Canalle IF/UERJ
18/10 Dr. José Carlos Neves de Araujo DAS/INPE
25/10 Dr. Alex Cavaliéri Carciofi IAG/USP
 
NOVEMBRO
01/11 Dr. Gustavo Frederico Porto de Mello OV/UFRJ
08/11 Drª. Simone Daflon dos Santos ON/MCT
22/11 Dr. Gustavo Adolfo Medina-Tanco IAG/USP
29/11 Dr. Thyrso Vilela Neto DAS/INPE
 
DEZEMBRO
Data Título Seminarista Instituição
06/12 Dr. Manuel Malheiro DF-ITA e DF-UFF
13/12 Dr. Paulo Afrânio Augusto Lopes DAS/INPE
CONFERÊNCIAS
MAIO
Data Título Seminarista Instituição
17/05 O surgimento da teoria da relatividade restrita Prof. Roberto de Andrade Martins IFGW/UNICAMP
 
JUNHO
28/06 Informação Quântica Prof. Amir Caldeira IF/UNICAMP
 
AGOSTO
30/08 Mecânica Estatística Prof. Paulo Murilo Castro de Oliveira IF/UFF
 
SETEMBRO
27/09 Física Moderna a Partir do Conhecimento Gerado após 1905. Prof. Tito Bonagamba IF/USP(São Carlos)
 
OUTUBRO
18/10 Relatividade Especial e Geral Dr. José Carlos Neves de Araujo DAS/INPE
 
NOVEMBRO
29/11 Cosmologia Dr. Thyrso Vilela Neto DAS/INPE
SEMINARISTA: Dra. Vera Ellinger Margoniner - Dep. Física / Universidade da California, Davis
DATA: 24/02/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 14h

TITULO: Shear-selected Clusters from the Deep Lens Survey

RESUMO: We present preliminary results from the Deep Lens Survey (DLS) shear-selected cluster search. The DLS is a deep BVRz' weak lensing survey of 20 square degrees, which will produce a sample of ~ 100 shear-selected clusters. We base the lensing analysis on the R band images, which have strictly controlled image quality, and we use the other filters to derive photometric redshifts for ~ 3 million sources. We present mass maps of several 2 degree by 2 degree fields, yielding a preliminary sample of 18 clusters spanning the redshift range 0.2-0.7. For a few of these clusters, we present more detailed mass maps and tomographic lensing analyses. Our followup focuses on the X-ray and optical properties of these clusters, which may reveal biases in existing X-ray and optically selected samples. Chandra and/or XMM X-ray observations are soon to be complete for the first fifteen clusters from the sample, and we present mass and X-ray maps of some individual clusters.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. José Carlos Neves de Araujo
DATA: 15/03/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: A Era da Energia Escura

RESUMO: Neste seminário é feita uma pequena revisão dos modelos cosmológicos com energia escura. Uma característica interessante destes modelos reside no fato do universo acelerar indefinidamente. Isto vale, seja o universo plano, aberto ou fechado no presente tempo. Se a energia escura é a constante cosmológica, o universo sofrerá no futuro uma expansão exponencial. Pode-se argumentar então que o universo começou com uma fase inflacionária e terminará com outra fase deste tipo. Será também abordada a energia escura no contexto da parametrização XCDM.
Topo     
SEMINARISTA: Ronaldo E. de Souza - IAG/USP
DATA: 22/03/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Braços espirais em discos elípticos

RESUMO: Uma fração importante das galáxias espirais mostram a presença de discos elípticos, cuja não circularidade deve ser devida à presença de um halo triaxial. Nestas circunstâncias os critérios de perturbações w desenvolvidas na teoria de Lin & Shu devem ser modificados. Nesta palestra vamos apresentar as conseqüências de tais modificações para os critérios de estabilidade dos discos de galáxias espirais.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. João Braga - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 29/03/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Gamma-Ray Bursts: avanços recentes e o advento da era Swift

RESUMO: Neste seminário, apresentarei os "melhores momentos" da pesquisa recente em "gamma-ray bursts" (GRBs), com ênfase nos resultados obtidos pelo satélite HETE-2 ("High Energy Transient Explorer"), do qual participo. Os principais GRBs detectados ao longo do último ano e meio serão apresentados e será discutida a contribuição que essas novas observações trouxeram ao entendimento desses extraordinários fenômenos. Serão apresentadas também as primeiras observações feitas pelo satélite americano Swift, que tem um enorme potencial para revolucionar o nosso conhecimento sobre os GRBs em virtude de sua ampla faixa espectral e alta sensibilidade.
Topo     
SEMINARISTA: César Augusto da Costa - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 05/04/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Desempenho da Solução do Problema Inverso na Detecção de Sinais Gravitacionais Modelados para Detectores Esféricos

RESUMO: As ondas gravitacionais são perturbações na curvatura do espaço-tempo que viajam à velocidade da luz. Uma onda gravitacional passante excita os modos quadrupolares de vibração de corpos elásticos e os faz oscilar. O monitoramento de tais oscilações pode possibilitar a detecção direta de ondas gravitacionais e a obtenção dos parâmetros astrofísicos das fontes emissoras. Alguns grupos de pesquisa estão trabalhando no desenvolvimento de instrumentos com este propósito: detectar ondas gravitacionais. Neste trabalho, apresentamos um modelo matemático para o comportamento mecânico do detector de ondas gravitacionais esférico "Mario Schenberg". O modelo fornece as ressonâncias do sistema quando seis transdutores eletro-mecânicos são acoplados à superfície da antena. Permite, também, estimar a série temporal obtida dos transdutores e viabiliza o processo de análise dos dados. Com estes dados é possível resolver numericamente o problema inverso, ou seja, a partir dos dados determinar a fonte de excitação da esfera. A solução do problema inverso permite a obtenção a curva de sensibilidade do detector, quando injetamos no modelo apenas ruído instrumental. Quando um sinal é introduzido, é possível determinar sua direção de entrada e a intensidade das polarizações (dentro da banda de observação), quando o mesmo apresenta relação sinal-ruído (SNR) da ordem ou maior que 100. Para SNR menores que 100, o sinal e ruído encontram-se equiparados e é necessária a aplicação de métodos estatísticos para tal detecção. Apresentaremos alguns resultados preliminares quando da aplicação de filtros de correlação e razões de verossimilhança.
Topo     
SEMINARISTA: Dra. Adriana Valio Roque da Silva - CRAAM/Mackenzie
DATA: 12/04/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: A busca de exo-planetas entre as estrelas do projeto OGLE

RESUMO: Dentre as estrelas do projeto OGLE, um total de 137 estrelas apresentaram uma diminuição periódica no seu brilho, acredita-se causado pelo trânsito de uma companheira. Um método para distinguir entre um planeta e uma estrela de baixo brilho é proposto. As curvas de luz de 133 das estrelas sao ajustadas por um modelo que simula o trânsito planetário utilizando uma imagem de luz branca do Sol. Os parametros obtidos do modelo, usando o periodo fornecido pelo OGLE, são: semi-eixo maior da órbita, rádio do planeta, e ângulo de inclinação. Este modelo foi testado com sucesso utilizando-se os parâmetros já conhecidos das estrelas com planetas HD 209458, OGLE-TR-10, 56, 111, 113 e 132. Aplicando uma relação entre raio e massa para estrelas da sequência principal, é possivel estimar a massa da estrela. Caso esta massa seja menor do que 2 massas solares, considera-se que esta estrela é orbitada por um planeta, caso contrário muito provavelmente a companheira é uma estrela de baixo brilho. Os resultados obtidos indicam que aproximadamente 50% dos transitos nao sao causados por exo-planetas.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Jorge Ernesto Horvath - IAG/USP
DATA: 19/04/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Cosmologia atual: Onde estamos?

RESUMO: A descoberta da aceleração da taxa de expansão universal trouxe como conseqüência uma "segunda revolução" no problema do conteúdo do Universo. Não bastasse o antigo e persistente problema da matéria escura, os modelos de FRW precisam, a fim de explicar esta aceleração, de uma componente difusa com equação de estado de caraterísticas similares às necessárias para obter Inflação, denominada energia escura. Nos últimos anos, um conjunto muito grande de possíveis soluções para este problema têm sido proposto. Pretendemos apresentar neste seminário uma classificação dos tipos de solução proposta em termos bastante gerais. Examinaremos quais evidências observacionais são robustas em termos de certos modelos, enquanto podem ser questionáveis em termos de outros. Mostraremos até que ponto a situação da Cosmologia é similar à do estágio pre-relativístico, onde as propriedades do éter levaram à construção de modelos complicados (e que depois se mostraram desnecessários), utilizando o framework desenvolvido por Lakatos e colaboradores. Finalmente, avaliaremos a possibilidade de estarmos envolvidos numa revolução científica do tipo kuhniano.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Reinaldo Ramos de Carvalho - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 26/04/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Grupos Compactos - O que nos ensinam sobre a distribuição de matéria no Universo

RESUMO: Grupos compactos têm originado uma séries de questões que desafiam nossa compreensão sobre o processo de coalescência que ocorre no Universo. Estudos teóricos e observacionais têm lançado luz em vários dos problemas surgidos nas últimas décadas. No entanto, outros problemas apareceram que tornam estas estruturas mais interessantes do ponto de vista cosmológicos do que se imaginava anteriormente. Neste seminário, discutiremos as várias propostas de explicação para o fenômeno "grupo compacto" e o quanto tais sistemas podem ser úteis no estudo da evolução de sistemas galácticos.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Odylio Denys de Aguiar - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 03/05/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Astronomia de Ondas Gravitacionais: qual a nova física que essa "janela" vai desvendar?

RESUMO: A detecção direta da radiação gravitacional vai abrir uma nova janela para a observação do Universo -- a Astronomia de Ondas Gravitacionais (AOG), explorando o chamado "espectro gravitacional". Isso abrirá a perspectiva de novas descobertas que poderão revolucionar o conhecimento que temos atualmente do Universo. São vários os eventos exóticos, previstos pela astrofísica, que poderão ser confirmados quando a astronomia de ondas gravitacionais se tornar uma realidade. Entre eles estão: binárias formadas por mini-buracos negros que se formaram no Big Bang (MACHOS?), cordas cósmicas, bolhas cósmicas, estrelas de bósons, estrelas de quarks (estranhas). A observação desses eventos é praticamente reservada à AOG, em razão de ser muito reduzida a emissão de ondas eletromagnéticas ou outra partícula (neutrinos, etc) por essas fontes. Além dos eventos exóticos devemos considerar os eventos desconhecidos da ciência. São os eventos que ainda nem sequer foram previstos. MACHOS, por exemplo, podem ser compostos de matéria escura não bariônica, de origem desconhecida. Isto significa que o limite imposto à quantidade de bárions no Universo pela nucleossíntese primordial não estaria limitando a quantidade de matéria existente nesses MACHOS, caso eles existissem na forma de mini-buracos negros ou na forma de estrelas de matéria escura (DMS), cujas propriedades ainda não podemos prever. Não só fontes astrofísicas ou cosmológicas desconhecidas de ondas gravitacionais podem existir, mas também fenômenos físicos desconhecidos podem estar ocorrendo. Se a natureza tiver mais dimensões do que as quatro do espaço-tempo e se a gravidade tiver "trânsito" em todos essas dimensões, efeitos especiais na propagação e polarização das ondas gravitacionais podem ocorrer, diferentes dos previstos pela Relatividade Geral. Outros efeitos não previstos podem ocorrer devido à gravitação quântica, cuja teoria ainda não foi adequadamente formulada. Neste seminário serão discutidas essas questões e será descrito, em maiores detalhes, o funcionamento do detector Mario Schenberg que está programado a entrar em funcionamento neste ano de 2005.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Laerte Sodré Jr. - IAG/USP

DATA: 10/05/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Síntese Espectral de Galáxias do Sloan Digital Sky Survey

RESUMO: Mostrarei, inicialmente, que a síntese espectral provê parâmetros físicos confiáveis sobre a história da formação estelar e química de uma galáxia, desde que não se deseje uma descrição muito detalhada. A seguir descreverei os resultados da aplicação do método a uma amostra limitada em volume constituída por 50362 galáxias do SDSS DR2. Os parâmetros físicos derivados dessa forma, junto com outros estimados de forma independente, a partir das linhas de emissão, são então utilizados para examinar algumas propriedades globais das galáxias. Estess parâmetros são também comparados com outros obtidos por outros grupos que usam técnicas completamente diferentes. Apresentarei diversas correlações empíricas obtidas em nossa análise, como entre as metalicidades estelares e nebulares, extinções estelares e nebulares e outras envolvendo as idades médias das populações estelares.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Carlos Alexandre Wuensche de Souza - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 19/05/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: O efeito Sunyaev-Zel´dovich

RESUMO: O efeito Sunyaev-Zel'dovich (SZ) é considerado um tipo de anisotropia secundária da Radiação Cósmica de Fundo e pode ser uma ferramenta interessante para mapear estruturas em grande escala no Universo, especialmente em escalas de aglomerados de galáxias. Ele oferece algumas vantagens em relação aos métodos baseados em imageamento óptico ou em raios-X, entre elas a boa eficiência de detecção em grandes "redshifts", uma seleção baseada na energia térmica do meio intra-aglomerado, o fato de ser uma quantidade robusta comparativamente a qualquer estrutura térmica do gás intra-aglomerado e um limite de detecção de massa em função do ``redshift'' praticamente constante. A determinação de parâmetros cosmológicos usando medidas do efeito SZ é potencializada combinando-as com outras técnicas de estudo de aglomerados, tais como emissão de raios-X do meio intergaláctico, o efeito (forte e fraco) de lentes gravitacionais causado pelo potencial gravitacional do aglomerado e medidas ópticas da dispersão de velocidades das galáxias no aglomerado. Discutiremos as principais características do efeito SZ e sua utilidade no estudo de estruturas em grande escala. Serão apresentados o estado atual das observações e os desafios encontrados ao utilizarmos o efeito SZ em cosmologia.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Vera Jatenco Pereira - IAG/USP
DATA: 24/05/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Efeitos das partículas de poeira em plasmas astrofísicos

RESUMO: Partículas de poeira podem ser encontradas em diversos ambientes astrofísicos como por exemplo: anéis planetários, caudas de cometas, magnetosfera dos planetas jovianos, nuvens interestelares e ventos estelares entre outros. Neste seminário, apresentamos as principais características de um plasma empoeirado e os efeitos da presença das partículas de poeira no comportamento das ondas Alfvén. Mostramos que a presença da poeira modifica a propagação e o amortecimento destas ondas de baixa freqüência. Examinamos os efeitos que estas modificações acarretam em duas aplicações de interesse astrofísico: aceleração de ventos em estrelas supergigantes frias e na estabilidade de nuvens moleculares anãs.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Luis Raul Weber Abramo - IF/USP
DATA: 31/05/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Polarização da Radiação Cósmica de Fundo e Aglomerados de Galáxias

RESUMO: O estado-da-arte das observações da radiação cósmica de funbdo (RCF) começa a mover-se na direção das observações de polarização. Além de servir como um teste de consistência da teoria dominante de geração causal das flutuações da RCF (a teoria da Inflação), a polarização da RCF guarda ainda mais informação sobre o universo do que guardam os dados de temperatura. Mostraremos algumas das informações que as observações de polarização da RCF podem revelar, que não podem ser retiradas dos dados de temperatura, em particular como a polarização da RCF devida ao efeito Sunyaev-Zel'dovich em aglomerados de galáxias pode revelar o espectro tridimensional das perturbações cosmológicas e até mesmo diminuir a variância cósmica em largas escalas.
Topo     
SEMINARISTA: M.Sc. Ivan Soares Ferreira - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 07/06/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Cosmologia experimental: estudo de componentes para uma nova geração de experimentos

RESUMO: Medidas das propriedades da Radiação Cósmica de Fundo em Microondas (RCFM) foram essenciais para compor o cenário atual da Cosmologia. Este cenário, entretanto, apresenta-se carente de novas medidas que permitam evidenciar suas incógnitas. Mostraremos neste seminário um conjunto de simulações computacionais, todas baseadas no método das integrações finitas, de diversos componentes que farão parte de uma nova geração de instrumentos dedicados a medir a temperatura e a polarização da RCFM. Entre estes componentes podemos citar cornetas, bolômetros, transdutores, calibradores e moduladores.
Topo     
SEMINARISTA: Dra. Zulema Abraham - IAG/USP
DATA: 14/06/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Parâmetros orbitais de Eta Carinae a partir de observações em rádio

RESUMO: Após mais de um século de observações, pouco se sabe de Eta Carinae como estrela. Sua alta luminosidade e os episódios de perda de massa sugerem que é uma LBV (Luminous Blue Variable). Periodicidade na sua curva de luz histórica e na velocidade das linhas de recombinação sugerem que se trata de um sistema binário, mas os mínimos pronunciados e curtos nas curvas de luz são típicos de eventos de ejeção de matéria. Os mínimos na curva de luz são encontrados em todos os comprimentos de onda, desde rádio até raios X. A emissão intensa em raios X é facilmente explicada num sistema binário, sendo produzido por colisão entre os ventos das duas estrelas. No entanto, a duração e a magnitude do mínimo dependem fortemente dos parâmetros do vento e da órbita do sistema binário. A emissão no contínuo de rádio é produzido por radiação livre-livre num disco visto quase de canto, a densidade na parte interna deste disco, da ordem de 10^7 cm^-3 produz emissão maser nas linhas de recombinação do H. Os mínimos periódicos podem ser explicados por recombinação do plasma ionizado quando os fotons ionizantes não conseguem alcançar o disco. Em Junho de 2003 ocorreu o último mínimo na curva de luz de Eta Carinae, e ele foi seguido diariamente em ondas milimétricas, no Observatório do Itapetinga (7 mm) e semanalmente no SEST (1.3 mm). Neste seminário apresentarei os resultados deste estudo e a forma em que eles nos permitem determinar os parâmetros orbitais do sistema de Eta Carina.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Carlos Alberto Pinto Coelho de Oliveira Torres - LNA/MCT
DATA: 21/06/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: O projeto SACY - uma procura por associações estelares jovens na vizinhança solar

RESUMO: Selecionando estrelas com movimento próprios determinados pelo satélite Hipparcos, quer no catálogo principal quer no TYCHO-2, e que podem ser contrapartes óticas de fontes de raios X brilhantes detectadas pelo satélite ROSAT encontramos diversas estrelas jovens com idades entre 5 e 50 milhões de anos. Nessas faixa de idade as estrelas já não se encontram numa região de formação estelar típica, pois as nuvens interestelares já se dissiparam. Entretanto ainda devem possuir velocidades espaciais muito semelhantes. Procuramos obter espectros de alta qualidade em velocidade radial tendo assim, em princípio, acesso aos movimentos nas 3 dimensões. A intensidade da linha do lítio permite selecionar os objetos mais jovens da amostra. Encontramos que na vizinhança solar existem centenas de estrelas jovens. Essas estrelas se agrupam em associações cinemáticas com idades e outras propriedades semelhantes, indicando terem sido formadas no mesmo processo. Essas associações são muito espalhadas no céu o que dificulta sua identificação, com exceção do complexo do Sco-Cen que com a forte presença de estrelas massivas embelesam o céu austral. Mostraremos as principais associações encontradas.
Topo     
SEMINARISTA: Dra. Cláudia Vilega Rodrigues - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 05/07/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Modelos para o fluxo e polarização de polares

RESUMO: Apresentaremos modelos para a emissão de duas variáveis cataclísmicas magnéticas: 1RXS~J161008.0+035222 e 1RXS~J231603.9$-$052713. Ambas apresentam no óptico polarização circular alta e fortemente modulada com o período orbital o que confirma a existência de emissão ciclotrônica e portanto sua classificação como polares. Modelos para a emissão na banda R de 1RXS J161008.0+035222 sugerem uma inclinação muito pequena para o sistema e um campo magnético alinhado com o eixo de rotação da anã branca, de modo que a coluna de acréscimo é sempre vista pelo "topo". Modelos puntiformes para a região de acréscimo da 1RXS J231603.9$-$052713 reproduzem sua curva de luz, mas parecem ser insuficientes para uma boa descrição da curva de polarização no óptico. Esse objeto foi também observado com fotometria infravermelha, o que permitiu explorarmos modelos mais complexos que incluem também a iluminação da secundária.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. David Warren (Universidade da Tasmânia / Austrália) - Seminário Extra
DATA: 08/08/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Gravitational microlensing - a New Method for the Detection of Extra- Solar Planets

RESUMO: The University of Tasmania Mt. Canopus 1m telescope was recently involved in the discovery (by an international consortium of which we are part) of an extra-solar planet of Jupiter mass at very great distance (order of 10,000 LY). The relatively new method of gravitational lensing was unequivocally verified by this experiment.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Bruno Castilho - LNA/MCT
DATA: 09/08/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Status do projeto do espectrógrafo STELES

RESUMO: O projeto deste espectrógrafo, é parte da colaboração brasileira na segunda geração de instrumentos do SOAR. O instrumento proposto será um echelle com dispersão cruzada, de dois canais alimentado pelo foco Nasmith do SOAR. Ele trabalhará numa configuração quasi-Littrow com pupila branca, cobrindo a faixa espectral de 300 a 900nm, com resolução 50.000, em uma única exposição. O projeto conceitual foi aprovado pelo Board do SOAR e agora o projeto encontra-se na fase de detalhamento. Neste seminário apresentaremos os conceitos básicos e o status do projeto assim como as novas tecnologias e soluções empregadas em seu desenho óptico e mecânico que possibilitam que ele seja equivalente em eficiência aos melhores espectrógrafos desta classe e ainda assim menor e mais barato.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. David Warren (Universidade da Tasmânia / Austrália) - Seminário Extra
DATA: 11/08/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Astronomy at University of Tasmania

RESUMO: The University of Tasmania has a long history in astronomy encompassing Cosmic Rays, X-Rays, Optical and Radio wavelengths. The main facilities and area of work will be outlined.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. José Williams do Santos Vilas Boas - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 06/09/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Propriedades de condensações de nuvens escuras em Escorpião.

RESUMO: Determinamos as propriedades físicas de 32 condensações de nuvens escuras localizadas na região do Escorpião e comparamos essas propriedades com aquelas de outras nuvens moleculares da vizinhança solar. Esse estudo foi feito a partir da observação de CO (monóxido de Carbono) . Foram identificadas, associadas com esses objetos, fontes infravermelhas com características de objetos proto-estelares muito jovens e a distribuição de velocidades radiais dessas condensações sugere que elas estão localizadas em uma região em expansão com velocidade da ordem de 18 Km/s.
Topo     
SEMINARISTA: Marcos Perez Diaz - IAG/USP
DATA: 20/09/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Observações de Envoltórios de Novas com o GMOS/IFU

RESUMO: As erupções de novas são a atividade eruptiva recorrente mais importante em estrelas binárias em interação. Da análise deste fenômeno decorrem informações fundamentais para a definição do cenário evolutivo desses sistemas e de seu papel na nucleossíntese de alguns isótopos na galáxia. Embora a origem das erupções de Nova seja bem estabelecida, o diagnóstico físico e químico doenvoltório ejetado ainda é extremamente incerto. Neste seminário serão discutidas as potencialidades de novos métodos de análise do gás ejetado, incluindo modelos de fotoionização em 3 dimensões. Também serão mostrados os primeiros resultados observacionais derivados da espectroscopia de alta resolução espacial utilizando o GMOS/IFU.
Topo     
SEMINARISTA: Dra. Sandra dos Anjos - IAG/USP
DATA: 04/10/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Evolução Secular: Um novo paradigma no entendimento da evolução de galáxias

RESUMO: Evolução Secular fornece uma nova coleção de processos físicos relevantes no entendimento da história de evolução de galáxias. Durante os últimos 25 anos, trabalhos teóricos e observacionais têm mostrado que o Cenário Monolítico associado ao Hierárquico, não consegue explicar a diversidade observada em bojos e subestruturas de galáxias espirais, entre outras. Estudos recentes têm focalizado mecanismos lentos de redistribuição de energia e massa em discos não axissimétricos de galáxias, como sendo importantes para o entendimento destas diversidades. Neste seminário, o objetivo é mostrar alguns dos principais resultados de trabalhos que estão contribuindo para uma nova visão da evolução de galáxias. Esta nova visão considera que as galáxias após as fases de fusão e colapso dissipativo continuam a evoluir secularmente, envelhecendo a população e evoluindo dinamicamente.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. João Batista Garcia Canalle - IF/UERJ
DATA: 10/10/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Acreção em campos magnéticos dipolares: estrutura do fluxo e emissão de raio X de anãs brancas com acreção.

RESUMO: Fluxos de acresção ocorrem numa grande variedade de objetos astrofísicos, incluindo estrelas T Tauris, variáveis cataclísmicas magnéticas e pulsares de raio X. Nós desenvolvemos um sistema de coordenadas curvilíneas e derivamos uma formulação hidrodinâmica geral para acreção sobre objetos estelares confinados por campos magnéticos dipolares. As equações hidrodinâmicas foram resolvidas para determinar o perfil de velocidade, densidade e temperatura ao longo do fluxo ou coluna de acresção. Usamos como exemplo ilustrativo a acresção sobre anãs brancas magnéticas. Nossos cálculos mostram que o aquecimento compressional devido à geometria do campo magnético é tão importante quanto resfriamento radiativo e efeitos gravitacionais na determinação da estrutura do fluxo do pós-choque sobre estrelas anãs brancas magnéticas com acresção. A generalização da nossa formulação para fluxo de acreção confinado em campos de ordens superiores e aplicações para outros sistemas astrofísicos também serão discutidos.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Alex Cavaliéri Carciofi - IAG/USP
DATA: 25/10/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Modelos da Estrutura de Discos de Estrelas Be

RESUMO: Uma importante característica das estrelas Be clássicas é a presença de um disco bastante denso e geometricamente muito fino. A estrutura do disco, suas propriedades físicas e, mais fundamentalmente, seu processo de formação têm sido alvo de intensos estudos na literatura recente. Neste seminário, nossa atenção estará voltada ao cenário Kepleriano, que tem ganhado suporte na literatura como um cenário muito provável.O cenário Kepleriano consiste, basicamente, de um disco com uma estrutura de velocidade quasi-Kepleriana, suportado verticalmente pela pressão hidrostática, e cuja estrutura radial é governada pelaviscosidade. Uma dificuldade para se modelar tal disco é que, como sua estrutura écontrolada pelas equações de equilíbrio hidrostático, a solução para a densidade tem que ser feita de forma auto-consistente com a solução de equilíbrio radiativo. Apresentamos soluções para odisco circunstelar de estrelas Be clássicas usando um código de Monte Carlo NLTE e comparamos nossos modelos com as observações de duas estrelas Be, zeta Tauri e delta Scorpii. Acreditamos que nossos resultados trazem fortes evidências em favor do cenário Kepleriano para os discos de estrelas Be.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Gustavo Frederico Porto de Mello - OV/UFRJ
DATA: 01/11/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Estrelas Astrobiologicamente Interessantes na Vizinhança do Sol

RESUMO: A existência de vida baseada na química do carbono e oceanos de água depende de propriedades planetárias (atividade geológica, campo magnético, estabilidade climática, sobrevivência a catástrofes, bioprodutividade) e estelares (massa, idade, metalicidade, órbita galáctica), definindo uma zona circum-estelar habitável. Estudos recentes têm fornecido vínculos cada vez mais estritos às propriedades planetárias capazes de sustentar biosferas pelas largas escalas de tempo necessárias para a evolução de vida complexa. Esse conhecimento é fundamental para a otimização das estrelas-alvo a serem examinadas pelas futuras missões espaciais interferométricas, como o TPF (NASA) e Darwin (ESA), capazes teoricamente de detectar remotamente, pela interferometria no infravermelho, vida fotossintética em planetas extrasolares, revelando atmosferas planetárias fora de equilíbrio termodinâmico. Discutimos o estado da arte dos vínculos planetários e estelares e sua aplicação ao conceito da zona continuamente habitável em estrelas de massa semelhante à do Sol. Aplicamos esses vínculos em um levantamento exaustivo de luminosidade, temperatura, composição química, massa, multiplicidade, idade, atividade magnética e órbita galáctica para estrelas a menos de 10 parsecs do Sol. Concluímos que entre 7% a 10% das estrelas da vizinhança solar com massas na faixa de 0.7 a 1.2 massas solares são astrobiologicamente interessantes, e apresentamos uma lista das melhores candidatas.
Topo     
SEMINARISTA: Dra. Simone Daflon dos Santos - ON/MCT
DATA: 08/11/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Rotação e Abundâncias Químicas em Estrelas B

RESUMO: A rotação é um importante parâmetro para astrofísica estelar: modelos mais recentes de evolução estelar incluindo rotação sugerem que variações nas abundâncias superficiais e nas trajetórias evolutivas podem ser, em grande parte, induzidas pela rotação. Os efeitos da rotação são particularmente importantes para as estrelas B, que apresentam altas velocidades rotacionais. Mesmo sendo um parâmetro tão importante, a rotação de estrelas B ainda é pouco conhecida, assim como o seu impacto na análise de abundâncias químicas. Neste seminário, apresentarei resultados de uma análise de abundâncias para estrelas B da SP com alta rotação pertencentes ao aglomerado aberto NGC 2004 da Grande Nuvem de Magalhães. Os resultados obtidos serão comparados com uma análise semelhante realizada anteriormente para estrelas da Galáxia. Apresentarei também resultados preliminares de um estudo de distribuição de rotação em estrelas B, usando linhas de He I.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Gustavo Adolfo Medina-Tanco - IAG/USP
DATA: 22/11/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Status and first science results of the Pierre Auger Observatory

RESUMO: The cosmic ray phenomenon at the highest energies, namely beyond $10^{18}$ eV, has being surrounded by mystery and controversy for the last years as a result of divergent results coming from competing experiments. The controversy extends, in one degree or another, to all main physical results: energy spectrum, anisotropy and composition. Fundamentally, it is a problem of insufficient statistics, but also of divergence between different experimental techniques: fluorescence and surface detection. The lack of a standard candle at so large energies forces calibration to relay on detail simulations which, nevertheless, extrapolate laboratory measurements by orders of magnitude to the desired energy range. It was clear at some point that a huge increase in exposure and simultaneous cross calibration were necessary to move on from this stalemate, and the Auger experiment was designed with that capability in mind: 3000 km$^{2}$ of effective area and novel hybrid detection. The Pierre Auger Observatory, an international consortium of 15 countries, has attained at present more than half its final size over the flat plateau of Pampa Amarilla, at the feet of the Andes in Malargue, Argentina. In the meantime, while in construction, its modular character has allowed the collection of data for the last year and a half. The first scientific results have been recently released, and will be overviewed in the present talk.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Manuel Malheiro - DF-ITA e DF-UFF
DATA: 06/12/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Estrelas Relativísticas Carregadas e Anisotrópicas

RESUMO: Apresentaremos o formalismo para estrelas relativísticas anisotrópicas e mostraremos que a presença de um campo elétrico radial introduz uma anisotropia no tensor energia-momento. O problema de uma estrela compacta carregada será usado como um exemplo para testar o formalismo anisotrópico. Resolvemos este problema utilizando este formalismo e comparamos com a solução usual apresentada pela primeira vez por Bekenstein em 1974. Encontramos resultados diferentes e mostramos que esta diferença surge da condição de contorno para a pressão na superfície da estrela usada no formalismo anisotrópico não ser consistente com a condição usual onde a pressão escalar do gás se anula.
Topo     
SEMINARISTA: Dr. Paulo Afrânio Augusto Lopes - Divisão de Astrofísica/INPE
DATA: 13/12/2005
LOCAL: Sala 90/CEA
HORA: 16h

TITULO: Segregação por subestrutura nas relações entre propriedades observadas no óptico e em raios-X de aglomerados de galáxias.

RESUMO: Alguns dos vínculos mais importantes nos modelos cosmológicos atuais são provenientes de observações da evolução de aglomerados de galáxias com o tempo. Em particular, para tais estudos podemos utilizar a função de massa, definida pela evolução da densidade numérica comóvel de halos de massa maiores que um limite M. Entretanto, a aplicação da função de massa para um grandenúmero de aglomerados depende da relação entre massa e um observável, como temperatura (TX) ou luminosidade (LX) em raios-X, dispersão de velocidade ou riqueza óptica. A subestimativa da dispersão destas relações ou a presença de subestrutura em aglomerados pode levar a conclusões errôneas sobre a taxa de evolução da densidade numérica destes. Como um primeiro passo para a calibração precisa de estimativas de massa de aglomerados nós realizamos a comparação de propriedades ópticas e em raios-X de aglomerados. Para tal, selecionamos todos os objetos com observações em raios-X no hemisfério norte, comparando estesdados com aglomerados por nós detectados no óptico. Nós estimamos a taxa de recuperação no óptico de objetos com emissão em raios-X, além de estimarmos a presença de subestrutura nestes aglomerados. As relações óptico vs raios-X são estabelecidas para todos os objetos em comum, da mesma forma que para aqueles sem subestrutura. Em especial, as relações obtidas com TX são extremamente sensíveis a presença de estrutura.
Topo     
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE
Av. dos Astronautas,1.758 - Jd. Granja - CEP 12227-010 - Sao José dos Campos - SP - Brasil
Copyright 2014 © INPE/DAS - Todos os direitos reservados.